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Cabotagem marítima moçambicana: Identificados principais constrangimentos

Participantes do debate sobre a restruturação e revitalização da cabotagem marítima em Moçambique

Os altos custos de manuseamento de carga nos portos e os excessivos procedimentos impostos por diversas instituições do sector são alguns dos principais factores que desencorajam o sector privado, a apostar na cabotagem marítima no País, o que torna o transporte de mercadoria dependente do transporte rodoviário.
Estes e outros constrangimentos foram apresentados pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) esta quinta-feira, 30 de Abril, na cidade de Maputo, durante a apresentação do relatório preliminar da pesquisa intitulada “Reestruturação e Revitalização da Cabotagem Marítima em Moçambique”, realizada com o apoio do Fundo para o Ambiente de Negócios (FAN).
O documento, ora apresentado, faz um diagnóstico descritivo do estágio actual da cabotagem marítima em Moçambique e os desafios que existem no que concerne à sua revitalização, para além de contribuições para que o processo ocorra com sucesso.
Essencialmente, o relatório recomenda que seja revisto o quadro legal e desenhada uma estratégia e plano de acção, que tornem a cabotagem marítima um factor gerador e parte das dinâmicas do crescimento socioeconómico do País.
De acordo com Faruque Assubuje, Presidente do Pelouro dos Transportes da CTA, o documento será sintetizado e posteriormente entregue ao Governo.
“O que pretendemos é discutir com o Executivo, os problemas com que se debate a cabotagem marítima no País e propor soluções. Operar neste sector tornou-se oneroso comparativamente ao passado e há que identificar os factores que estão por detrás disso”, disse.
“A Confederação das Associações Económicas de Moçambique pretende, com esta pesquisa, contribuir na determinação dos elementos essenciais para a reestruturação do sector da cabotagem marítima, rumo à redução dos custos de transacção nos negócios em Moçambique, acrescentou.
Por seu turno, o Governo, representado pelo Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional da Marinha (INAMAR), Jafar Ruby, considera legítimas as preocupações do sector privado, porém, considera que as mesmas só podem ser ultrapassadas com o envolvimento de todos os intervenientes.
“Percebemos que há uma série de constrangimentos na cabotagem em Moçambique e temos de ter a coragem de encará-los. Entretanto, a solução não é exclusiva do sector dos Transportes e Comunicações. É uma questão multissectorial e exige o envolvimento das Finanças, Indústria e Comércio, sector privado, etc. Devemos procurar soluções de uma forma conjunta”, disse Jafar Ruby.

 

Participantes do debate sobre a restruturação e revitalização da cabotagem marítima em Moçambique

Participantes do debate sobre a restruturação e revitalização da cabotagem marítima em Moçambique

 

Jafar Ruby - PCA do INAMAR

Jafar Ruby – PCA do INAMAR

 

Faruque Assubuje - Presidente do Pelouro dos Transportes da CTA

Faruque Assubuje – Presidente do Pelouro dos Transportes da CTA