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Câmara de Comércio cria pelouro de construção civil

A Câmara de Comércio de Moçambique acaba de criar um pelouro dedicado à construção civil, com vista ao estabelecimento de contactos e à divulgação de oportunidades de negócio entre os seus membros.

Com vista ao alcance destes objectivos, a agremiação organizou na última quinta-feira, 12 de Outubro, na cidade de Maputo, um seminário de divulgação das oportunidades existentes no sector. O mesmo contou com a participação de cerca de 150 empresas das cidades de Maputo e Matola, que também tiveram a oportunidade de expor os seus produtos e serviços.

Conforme explicou Carlos Quadros, presidente do Pelouro da Construção Civil da Câmara do Comércio de Moçambique, a criação desta entidade visa responder à fraca divulgação de oportunidades que se verifica neste sector, apesar de o mesmo estar a registar um crescimento considerável.

Assim, segundo Carlos Quadros, “pretende-se que os membros se conheçam, interajam e, por via desta plataforma, tirem proveito das oportunidades que o País oferece, porque elas existem”.

Na mesma ocasião, o presidente do Pelouro da Construção Civil chamou à atenção para a necessidade de as empresas se organizarem para poderem responder à altura dos desafios que o mercado e o sector impõem.

“É necessário que as empresas se capacitem, organizem-se e racionalizem os recursos de que dispõem para poderem entrar em projectos de grande dimensão. Este sector é muito amplo e o que o nosso pelouro pretende é dinamizá-lo”, considerou Carlos Quadros.

Para além da divulgação das oportunidades de negócios existentes no País, o encontro foi também marcado pela apresentação da Política de Conteúdo Local da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

De acordo com Victor Tivane, director de Conteúdo Local da ENH, é importante que as empresas nacionais estejam preparadas para fornecer produtos e prestar serviços às multinacionais que actuam no sector de hidrocarbonetos, pois isso vai contribuir para o seu crescimento.

“Fazendo parte do desenvolvimento da indústria dos hidrocarbonetos, o empresariado nacional não estará só a promover o seu crescimento, mas também a contribuir para a criação de mais postos de trabalho para cidadãos nacionais, alargamento da base tributária, entre outros aspectos benéficos para o País”, referiu Victor Tivane.