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Comunicado da CTA sobre a actual conjuntura económica

Mesa que presidiu à Conferência de Imprensa sobre Conjuntura Económica

‎O Banco de Moçambique decidiu incrementar pela segunda vez, em menos de um mês, as taxas de juro de referência, numa altura em que a depreciação do Metical toma níveis alarmantes.
Tendo em conta o cenário actual do sector produtivo, estas medidas do Banco de Moçambique irão ter impacto negativo no sector privado, agravando o seu de endividamento no sistema bancário nacional que, segundo os dados do Banco de Moçambique, situou-se 203,087.4 milhões de Meticais no I Semestre.
O impacto negativo terá maior peso nos sectores mais endividados, nomeadamente a Indústria com 11.46%, construção e obras públicas com 7.66% e transportes e comunicações com 6.65%.
Mesmo nas linhas especiais de crédito à agricultura, o custo de dinheiro irá aumentar, dado que a taxa de juro de empréstimo tem como base a Facilidade Permanente de Cedência (FPC) que aumentou de 7,25% para 8,75%.
Estas medidas, combinadas com o efeito da depreciação cambial, resultarão num cenário cada vez, mais sombrio. A título de exemplo, o endividamento privado externo das empresas da agro-indústria, indústria e telecomunicações cresceu em 2014, passando a totalizar uma dívida privada externa de USD 64,30 milhões, início de 2015, significando que em Meticais o endividamento aumentou em cerca de 50% devido a depreciação cambial.
Neste contexto, a base para a captação de divisas estará comprometida e elas continuarão a escassear no mercado. Se no início do ano, em 1 dia, conseguia-se a quantidade de divisas para fazer a importação, actualmente, pode-se esperar mais de uma semana. Este é um sinal da baixa disponibilidade de divisas no mercado.
Se a depreciação galopante do Metical é um retrocesso na “Meticalização” da economia, as medidas tomadas pelo Banco de Moçambique irão deteriorar as condições de investimento em Moçambique.
A CTA exorta o Governo e o Banco de Moçambique a pautarem por medidas que incentivem o sector produtivo, visto este ser o ponto fulcral do problema.
Ao Governo, a CTA exorta: Que no seu Plano Económico e Social, bem como Orçamento de Estado para 2016, inclua medidas específicas e transitórias para apoiar o sector produtivo a minimizar os efeitos negativos da actual conjuntura.

Neste contexto, a CTA incentiva o Governo a avaliar a reorientação do dos subsídios, focalizando-os na produção, como medida transitória e a ‎considerar a possibilitar rever os contratos de fornecimento de bens e serviços, com forte componente de importação, pelo sector privado.
Ao Banco de Moçambique, a CTA exorta para ‎que avalie a possibilidade de introduzir, como uma medida administrativa e transitória, um sistema de câmbios administrativo na importação de factores de produção e bens essenciais.
Aos empresários, a CTA recomenda: prudência e parcimónia nas suas decisões e para o exercício económico de 2016, tendo em conta a conjuntura interna e externa. O enfoque deverá ser dado à produção doméstica e ao uso de matérias-primas locais.
A CTA, como representante do Sector Privado Empresarial, estará, sempre, disponível para apoiar o empresariado a estabelecer sinergias e ligações empresariais que possam reduzir a exposição as flutuações cambiais em relação à taxa de câmbio.

 

Mesa que presidiu à Conferência de Imprensa sobre Conjuntura Económica

Mesa que presidiu à Conferência de Imprensa sobre Conjuntura Económica

 

Rogério Samo Gudo Vice Presidente da CTA

Rogério Samo Gudo Vice Presidente da CTA

 

Participantes da Conferência de Imprensa sobre Conjuntura Económica

Participantes da Conferência de Imprensa sobre Conjuntura Económica