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Crescimento que o País regista não se reflecte nas PME nacionais

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Realizou-se quinta-feira, 17 de Setembro, na cidade de Maputo, a primeira Conferência Internacional sobre Conteúdo Nacional, organizada pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), em parceria com o Fundo para o Ambiente de Negócios (FAN).
O encontro, que decorreu sobre o lema “Conteúdo nacional como meio para atingir o crescimento inclusivo”, tinha como objectivo divulgar, melhorar e harmonizar o entendimento nacional sobre o conteúdo nacional, incluindo a monitoria da implementação dos respectivos instrumentos legais, assim como discutir sobre como a política comercial de Moçambique pode apoiar o desenvolvimento industrial e o uso e acesso às normas de certificação e de qualidade pelas Pequenas e Médias Empresas.
A Vice-Ministra de Economia e Finanças, Amélia Nakare, que dirigiu a sessão de abertura, considera que a conferência acontece numa altura em que o País assiste à massificação da exploração de recursos naturais e hidrocarbonetos, o que tem gerado expectativas à volta dos possíveis ganhos para as Pequenas e Médias Empresas nacionais.
Por isso, “é necessário que a conferência traga à luz a janela de oportunidades por explorar a favor do sector empresarial nacional. Para tal, é necessário que se estabeleçam critérios que orientem o processo de selecção das Pequenas e Médias Empresas nacionais em projectos de exploração destes recursos”.
Entretanto, para a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a questão do conteúdo nacional não se pode resumir às grandes empresas ligadas à exploração de recursos minerais e de hidrocarbonetos.
De acordo com Agostinho Vuma, Vice-Presidente da CTA, “as nossas exportações são predominantemente de matérias-primas. É necessário adicionar mais valor às nossas exportações, através de ligações empresariais entre o pequeno produtor e a indústria para a redução das importações, criação de cadeias de valor e incentivo ao desenvolvimento empresarial”.
É que, no entender da CTA, o crescimento que o País regista nos últimos anos ainda não se reflecte nas Pequenas e Médias Empresas nacionais, sendo, para tal, necessário alargar a base produtiva empresarial e com efeitos no comportamento cambial, o que propiciará mais emprego e uma melhoria significativa no acesso a bens e serviços por parte da população.
“Ao promover a expansão da base produtiva empresarial, as Pequenas e Médias Empresas nacionais tornar-se-iam mais competitivas e em condições de prestar serviços à indústria extractiva bem como a outros sectores transversais, tais como o hoteleiro e o de logística”, finalizou Agostinho Vuma.

 

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