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Governação corporativa deve assumir maior relevância no País

David Seie Director Executivo do Instituto de Directores de Moçambique

Moçambique necessita de uma governação corporativa efectiva e responsável, assente na transparência, prestação de contas, responsabilidade, justiça social, competência e integridade para o sucesso dos negócios feitos pelas empresas públicas e privadas.

Este pronunciamento foi feito na quarta-feira, 18 de Outubro, em Maputo, por David Seie, director executivo do Instituto de Directores de Moçambique (IODmz), durante o workshop subordinado ao tema “Onde Estamos com Governação Corporativa em Moçambique?”, um evento organizado pelo IODmz em parceria com a Corporação Financeira Internacional (IFC).

Falando para uma plateia composta por gestores seniores de entidades públicas e privadas, David Seie defendeu a necessidade de se ter excelentes profissionais nas organizações para que os negócios sejam frutíferos.

“É com bons conselhos de administração e com bons administradores que podemos fazer bons negócios”, adiantou, assumindo que “não se pode encontrar sustentabilidade e sucesso em qualquer negócio se estes profissionais não tiverem uma performance realmente efectiva e responsável”.

Para este efeito, David Seie sugeriu, aos presentes no workshop, um conjunto de soluções para que as organizações tenham bons resultados a nível dos negócios, dado que Moçambique necessita de uma governação corporativa efectiva e responsável.

“Sugerimos que internamente as empresas agendem encontros extraordinários para se debruçarem sobre governação corporativa. Nestes encontros, quer sejam do Conselho de Administração, quer sejam da reunião geral dos trabalhadores, os gestores de topo devem identificar as possíveis deficiências e definirem as respectivas acções estratégicas que visam optimizar o desempenho das suas organizações”, explicou.

Na qualidade de oradora convidada no workshop, Ansie Ramalho, consultora sénior de Governação Corporativa na África do Sul e antiga directora executiva do Instituto de Directores daquele país vizinho, descreveu, por sua vez, a governação corporativa como “um poderoso agente da mudança no mundo dos negócios”.

Na sua intervenção, referiu que “a governação corporativa não apenas muda as nossas empresas, os nossos negócios ou as nossas operações institucionais, como também muda o rosto da nossa sociedade, na medida em que a transparência cria uma forte ligação entre o negócio e a sociedade”.

“É, portanto, deveras importante para as organizações e também para o País a implementação da governação corporativa, da transparência e dos actos de responsabilidade nos negócios”, recomendou Ansie Ramalho.

Importa referir que, ainda no workshop, o IODmz debruçou-se sobre o impacto da implementação do Código de Governação Corporativa em Moçambique no sector empresarial, um instrumento adoptado em 2011 por esta agremiação, com vista a garantir a transparência dos órgãos de gestão das organizações.

De acordo com a comunicação, várias têm sido as empresas que se têm aproximado ao IODmz a solicitar assistência para a implementação deste instrumento, bem como para se inteirarem do funcionamento, dos órgãos sociais e dos respectivos comités de empresa.

 

David Seie Director Executivo do Instituto de Directores de Moçambique

David Seie Director Executivo do Instituto de Directores de Moçambique

 

Ansie Ramalho consultora sénior de governação corporativa na África do Sul

Ansie Ramalho consultora sénior de governação corporativa na África do Sul

 

Participantes

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Participantes 01

Participantes