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Governação corporativa: Há falta de conhecimento público das leis e regulamentos

Participantes na Conferência Anual da Rede Africana de Governação Corporativa

Um relatório lançado terça-feira, 16 de Fevereiro, na cidade de Maputo, revela que ainda há, em Moçambique, considerável falta de conhecimento público das leis e regulamentos sobre governação corporativa, o que, de certa forma, afecta o ambiente de negócios.
De acordo com o documento, intitulado “Relatório sobre a Situação da Governação Corporativa”, lançado pelo Instituto de Directores de Moçambique e que faz a radiografia da governação corporativa nos 13 países membros da Rede Africana de Governação Corporativa, tal se deve ao facto de o sector privado nacional ser predominantemente informal e, por isso, com pouca compreensão sobre esta matéria.
“Geralmente, as empresas em Moçambique são de pequena dimensão, o que faz com que a governação corporativa seja vista como relativamente onerosa”, refere o documento, que também aponta o facto de o sistema judiciário ser fraco como uma das razões desta situação.
Nesse sentido, o relatório recomenda que o nosso País aumente de forma significativa a disponibilidade e o nível de conhecimento e habilidades para a implementação de leis, regulamentos, normas, códigos e políticas para melhorar a compreensão sobre a governação corporativa.
“Apesar das reformas que têm sido introduzidas, incluindo no Código Comercial, ainda há considerável falta de conhecimento público das leis e regulamentos ligados ao ambiente de negócios e governação corporativa”, refere o relatório.
Este relatório foi lançado durante a Conferência Anual da Rede Africana de Governação Corporativa, que decorre na cidade de Maputo até o próximo dia 19 e conta com o apoio da ACCA (Association of Chartered Certified Accountants) e do Standard Bank.
O encontro conta com a presença de 100 participantes, sendo maior parte constituída por lideres, directores, gestores e administradores de instituições públicas nacionais e internacionais, organizações não-governamentais que operam em Moçambique, para além de 22 representantes dos institutos de directores e membros da Rede Africana de Governação Corporativa.
Segundo David Seie, director executivo do Instituto de Directores de Moçambique, pretende-se com este encontro “partilhar experiências e debater os desafios da governação corporativa no continente africano”.
Em relação ao nosso País, David Seie aponta como um dos desafios a necessidade de aumentar e divulgar a nível nacional informações sobre a ética empresarial, ética de trabalho, ética individual e integridade.

 

Participantes na Conferência Anual da Rede Africana de Governação Corporativa

Participantes na Conferência Anual da Rede Africana de Governação Corporativa

 

David Jorge Seie director Executivo do Instituto de Directores de Moçambique

David Jorge Seie director Executivo do Instituto de Directores de Moçambique