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Moçambique regista saldo superavitário no comércio com a Índia

Carlos Mesquita ministro da Industria e Comercio

Carlos Mesquita ministro da Industria e Comercio

A Índia tem sido um dos principais parceiros comerciais de Moçambique, tendo, em 2018, ocupado o segundo lugar, com um volume de comércio externo, estimado em 1.882 milhões de dólares norte-americanos.

Grande parte do volume de comércio entre ambos os países (76 por cento) representa exportações de Moçambique para aquele país asiático, cujo saldo comercial superavitário é a favor de Moçambique.

Esta informação foi dada a conhecer pelo ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, durante a abertura do Fórum de Negócios e Investimentos Moçambique-Índia, ocorrida, segunda-feira, 14 de Dezembro, em Maputo.

O governante referiu ainda acreditar que existem potencialidades para a diversificação do leque de produtos que constituem a base das trocas comerciais, apesar de o carvão, a castanha de caju e o feijão estarem entre os principais produtos que Moçambique exporta para a Índia.

“Uma forte implantação da indústria química em Moçambique, especificamente voltada para a produção de adubos e fertilizantes, pode resultar em consideráveis benefícios para a agricultura moçambicana, assegurando maior produtividade das terras férteis e imensamente aráveis”, destacou o ministro, desfiando a Chemexcil, Conselho de Promoção de Exportações, a desenvolver e incrementar os seus investimentos nesta indústria e em toda a sua cadeia de valor.

Num outro desenvolvimento, Carlos Mesquita disse acreditar que a Índia, sendo um país em desenvolvimento pode jogar um papel muito importante para ajudar a alavancar e dinamizar o sector privado moçambicano na resposta aos problemas que a economia enfrenta.

“Esperamos que esta reflexão ajude a trazer as respostas que o nosso sector económico deve produzir em face dos desafios da manutenção da actividade produtiva e dos postos de trabalho, para o fortalecimento da nossa economia e promoção de um equilíbrio social, tendo em conta que o emprego e a produtividade são formas eficazes de assegurar a estabilidade social das sociedades”, frisou.

No encontro virtual de três dias, que decorre sob o lema “Fomentando laços empresariais no sector químico entre Moçambique e Índia’’, o Alto Comissário da Índia, Rajeev Kumar, considerou que Moçambique é muito importante: “O investimento indiano em Moçambique ultrapassa sete biliões de dólares norte-americanos, representando 25 por cento do investimento total da Índia no continente africano”, sublinhou.

“A Índia tem uma exposição de desenvolvimento em forma de linhas de crédito concessionais de mais de 772,44 milhões de dólares norte-americanos nas áreas de impacto público, como energia, estradas, parque informático e tecnológico, abastecimento de água, entre outras, e ofereceu doações de milhões de dólares para ajudar Moçambique no processamento do cajú, algodão, etc”, sublinhou.

Em relação ao fórum, referiu existir uma enorme falta de informações entre os dois países. Eventos como este, segundo afirmou Rajeev Kumar, vão ajudar a preencher estas lacunas de informações, o que nos vai permitir chegar a um intercâmbio de potencialidades existentes em ambos os países.

Carlos Mesquita ministro da Industria e Comercio

Carlos Mesquita ministro da Industria e Comercio

Participantes 1

Participantes 1

Participantes 2

Participantes 2

Rajeev Kumar Alto Comissario da India 2

Rajeev Kumar Alto Comissario da India 2