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Na Cimeira da Financial Times: Filipe Nyusi destaca utilização de recursos naturais sem comprometer futuro das gerações vindouras

Painel principal da cimeira Financial Times

O Presidente da República perspectiva, para os próximos cinco anos, em Moçambique, uma economia atractiva ao investimento estrangeiro, mantendo-se com fundamentos estáveis e com perspectivas bastante promissoras, apesar das limitações que o País enfrenta neste momento.

Filipe Nyusi fez esta projecção, na quarta-feira, 2 de Novembro, em Maputo, ao proceder à abertura da cimeira inaugural da Financial Times no continente africano, que reuniu líderes políticos e do sector empresarial de Moçambique e do mundo, numa iniciativa que conta com o Standard Bank como principal parceiro.

No evento, que decorreu sob o tema “Acelerando o crescimento e a estabilidade”, o estadista moçambicano garantiu que o Governo pretende utilizar os recursos naturais racionalmente para gerar riqueza hoje sem comprometer o futuro das gerações vindouras.
Moçambique é um país de oportunidades de investimento únicas na região austral de África e mesmo no continente, sustentou Filipe Nyusi, acrescentando ter sido por esta razão que, nos últimos anos, o País registou níveis assinaláveis de investimento provenientes dos cinco continentes do planeta.

“A titulo ilustrativo, nos últimos 10 anos, foram aprovados, em Moçambique, projectos de investimento que ultrapassam 20 biliões de dólares norte- americanos, tendo-se destacado, entre outros, os sectores de agricultura agro-indústria, recursos minerais, infraestruturas e turismo”, frisou o Presidente da República.

À margem da cimeira, que tinha por objectivo debater os caminhos para ajudar a acelerar o retorno ao crescimento e a diminuir o risco em Moçambique, Tomaz Salomão, presidente Conselho de Administração do Standard Bank, referiu que “numa economia como a nossa, que enfrenta problemas estruturais, os estímulos têm que vir do lado fiscal”.

“É neste quadro que temos vindo a trabalhar para trazermos diferentes actores nacionais e internacionais e transmitirmos a mensagem de que vivemos uma conjuntura difícil, de instabilidade e dificuldades sócioeconómicas, mas que Moçambique continua a ser um País de esperança e de futuro”, destacou.

Num outro desenvolvimento, Tomaz Salomão considerou ser positivo que esses actores sejam trazidos à mesa, para dialogarem sobre aquilo que são as suas perspectivas e as dificuldades que vêm e, sobretudo, a forma como olham para o futuro de Moçambique.
“Nós Standard Bank, como um banco de investimentos, achamos que devíamos trazer estes actores para este debate, porque as decisões sobre os investimentos levam algum tempo para amadurecerem”, concluiu.

A cimeira abordou os desafios imediatos e futuros de Moçambique, obtendo opiniões e uma visão ousada que tem em conta os principais tópicos desde a energia, infraestrutura, até agricultura, através de debates e apresentações efectuadas por especialistas, economistas seniores e CEOs.

Painel principal da cimeira Financial Times

Painel principal da cimeira Financial Times

 

Filipe Jacinto Nyusi Presidente da República

Filipe Jacinto Nyusi Presidente da República

 

Tomaz Salomão PCA do Standard Bank

Tomaz Salomão PCA do Standard Bank

 

Participantes na abertura da cimeira Financial Times

Participantes na abertura da cimeira Financial Times