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Nos próximos três a cinco anos: Moçambique poderá dominar o mercado de energia eléctrica na região

standard bank

Moçambique poderá dominar o mercado de energia eléctrica na região austral do continente africano, nos próximos três a cinco anos, prevendo-se que países como a Namíbia, Zâmbia, Botswana e África do Sul sejam os principais compradores, segundo projecções do Standard Bank.
De acordo com André du Plessis, director da Banca Corporativa e de Investimentos do Standard Bank, para que Moçambique domine o mercado de energia eléctrica na região, tem que investir em redes de transmissão fiáveis e estáveis para facilitar a transferência contínua de energia eléctrica entre vendedores e compradores.
“Essas redes requerem uma cooperação significativa entre os países vizinhos, assim o papel da Southern African Power Pool (SAPP) de assegurar que o planeamento, investimento e comércio transfronteiriço entre os Estados-Membros continua a ser crucial”, realçou.
Na sua opinião, os contratos de comercialização de energia entre os países que possuem capacidade de geração de energia em excesso e aqueles que lutam contra a escassez de fornecimento serão um tema dominante nos mercados do sector na África austral e central nos próximos três a cinco anos.
Sendo, conforme sustentou André du Plessis, é provável que Moçambique, que actualmente tem um potencial para produzir mais energia eléctrica do que a sua economia necessita neste momento, domine o lado da oferta deste mercado, onde se prevê que a Namíbia, Zâmbia e Botswana sejam os principais compradores na região, depois da África do Sul.
“Quase todos os aspectos de uma economia moderna dependem da energia eléctrica para funcionar, de modo a que os países que emergem como os únicos com excesso de oferta terão poder de negociação significativo”, frisou, acrescentando que Moçambique, que pretende duplicar a sua capacidade de produção para 5 gigawatts (GW) até 2025, é um dos poucos países em África que possui actualmente um excesso de oferta de energia eléctrica, graças à energia hídrica disponível a partir da barragem de Cahora Bassa, que tem uma capacidade instalada de 2.075 megawatts (MW) de energia por ano ou cerca de 73% da capacidade de geração instalada do País.
O director da Banca Corporativa e de Investimentos do Standard Bank acredita que Moçambique tem potencial para expandir a capacidade existente da barragem de Cahora Bassa em aproximadamente 60% desde que consiga atrair o investimento necessário.
“O maior desafio que Moçambique enfrenta para aproveitar esta oportunidade e muitos outros projectos de energia, é que tem infra-estruturas de transmissão frágeis, o que é um requisito fundamental para a exportação de níveis adequados de energia eléctrica para outros países da região”, destacou André du Plessis.
Consta que Moçambique encomendou, recentemente o projecto CTRG com capacidade de 175 MW da Sasol. Embora seja pequeno em comparação com outros projectos a nível internacional, o valor deste tipo de projectos não deve ser subestimado num contexto regional.
Para André du Plessis, a central térmica de 118MW construída em Moçambique pela Gigawatt, uma empresa que foi adjudicada a uma concessão para a geração de energia eléctrica com base no gás natural pelo Governo para fornecer à cidade capital de Maputo, vai aumentar significativamente a rede nacional.
“Moçambique tem um grande número de projectos em desenvolvimento e ao longo dos próximos cinco anos está a tentar adicionar c.600MW de capacidade de geração, o que será obtido através de uma gama de diferentes fontes, tais como o carvão, sol e gás”, indicou, ajuntando que a melhoria das infraestruturas de transmissão permitirá que o País impulsione as exportações de energia.
Importa referir que o País já fornece cerca de 1,349MW à África do Sul, 100 MW ao Zimbabwe e 50MW ao Botswana, por ano, e começou, recentemente, a fornecer 100MW à Zâmbia, onde existe uma escassez de energia devido aos baixos níveis de água na barragem de Kariba.

 

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