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Oração de sapiência de João Mosca: Universidades são pouco interventivas face à crise

Mesa que presidiu a oração de sapiência sobre o papel da universidade face à crise económica

O académico João Mosca defendeu que as universidades moçambicanas devem desempenhar um papel mais preponderante na análise da situação económica do País, na pesquisa e na divulgação de estudos, por forma a apoiar os centros de tomada de decisão.

João Mosca proferia esta quinta-feira, 9 de Março, a oração de sapiência sob o tema “o papel da Universidade face à crise (económica)” que marcou a abertura do ano lectivo da Escola Superior de Gestão, Ciências e Tecnologias – ESGCT, uma unidade orgânica da Universidade Politécnica.

Na aula magna, João Mosca referiu que as universidades podem, através da pesquisa e divulgação de estudos, fornecer um conhecimento mais aprofundando daquilo que realmente se passa no País actualmente.

Contudo, ainda de acordo com o orador, as universidades não têm sido interventivas e mais actuantes no processo da crise, destacando dois factores fundamentais.

“O primeiro factor está relacionado com o contexto político, que muitas vezes dificulta ou não cria muitas aberturas para que a academia se possa expressar com uma certa liberdade”, avançou.

O segundo factor, continuou, “prende-se com o facto de as universidades não estarem preparadas para isso, na medida em que a pesquisa dentro delas é muito limitada. Ora, se as universidades não pesquisam, também o seu contributo será completamente limitado”, sentenciou.

João Mosca lamentou o facto de, “neste momento de crise, haver muita tendência para que alguns dos problemas fundamentais não sejam claramente abordados, tanto internamente como em alguns sectores externos”, em manifesta referência às instituições de ensino superior.
Como solução para essa falta de intervenção e actuação, João Mosca lembrou que “a universidade é também considerada como o cúmulo do conhecimento adequado às realidades para tornar possíveis as mudanças de desenvolvimento”.

“Para que a universidade assuma o seu papel, ela deve ser necessariamente autónoma cientificamente, não partidária, laica e intercultural”, recomendou o académico durante a oração de sapiência que proferiu na ESGCT.

Importa referir que, momentos após a aula inaugural, foi lançado o livro “Metodologias de Investigação em Ciências Sociais: Experiências de Pesquisa em Moçambique”, uma obra coordenada por João Feijó, investigador do Observatório do Meio Rural, que juntou experiências de 14 investigadores, incluindo João Mosca.

Segundo João Feijó, a obra científica tem por objectivo “preencher uma lacuna relacionada com a falta de hábitos de pesquisa e inexistência de ferramentas didácticas e pedagógicas”.

“Serve também para sistematizar experiências de pessoas com décadas de pesquisa que podem suscitar uma reflexão aos leitores em torno dos problemas que podem ser enfrentados ao longo de cada etapa de pesquisa”, acrescentou o coordenar do livro.

 

Mesa que presidiu a oração de sapiência sobre o papel da universidade face à crise económica

Mesa que presidiu a oração de sapiência sobre o papel da universidade face à crise económica

 

Capa do livro

Capa do livro

 

Assinatura de autógrafos pelos autores do livro

Assinatura de autógrafos pelos autores do livro

 

João Feijó investigador do OMR

João Feijó investigador do OMR

 

João Mosca orador

João Mosca orador