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Para que Moçambique deixe de ser um mero consumidor: Graça Machel insta jovens a “sujar as mãos”

Painel da Conferência A Ponte

A activista social e antiga ministra da Educação, Graça Machel, considera que os jovens têm a responsabilidade histórica de traçar uma nova trajectória do País, pois só assim é que Moçambique poderá atingir altos níveis de crescimento e de qualidade de vida para o seu povo.

Mas, para tal, segundo Graça Machel, é necessário que os jovens cultivem o espírito de luta, sacrifício, dedicação, e que assumam esta missão como uma oportunidade para demonstrarem o seu valor na sociedade.

“O que Moçambique vai ser nos próximos 10 anos depende de vocês. Se o País continuar nestas condições vocês serão os culpados. A qualidade de vida dos moçambicanos só pode melhorar se abraçarem esta causa, que é de todos nós”, defende Graça Machel, que falava quarta-feira, 31 de Agosto, na cidade de Maputo, durante a conferência organizada pela Comunidade Global Shapers, da qual é patrona.
Durante a conferência, que tinha como lema “Conectar, Inovar e Empreender”, Graça Machel atribuiu também aos jovens a responsabilidade de industrializar o País para que deixe de ser um mero consumidor e passe a produzir os bens e serviços de que necessita.

“Sujem as mãos. Moçambique tem de mudar. Hoje têm a oportunidade de fazer a escolha do que pretendem que o País seja no futuro. Têm a liberdade de escolher o que querem ser e como ajudar o País”, sublinhou.

Por seu turno, o vice-ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, que dirigiu a cerimónia de abertura do evento, que serviu também para o lançamento do projecto “A Ponte”, instou os jovens a apostarem no empreendedorismo e na poupança como forma de fazer face às barreiras que existem no acesso ao crédito bancário.

“É errado continuar a apontar o difícil acesso ao crédito bancário para justificar o nosso fracasso. A solução está na poupança, mas isso significa reduzir ou limitar o consumo”, disse Ragendra de Sousa, para quem o sucesso deve estar, sempre, aliado ao trabalho árduo e aos valores sociais.

Já o representante da Global Shapers em Moçambique, Daúdo Vali, reconheceu que a juventude tem a responsabilidade de assumir os destinos do País e aconselhou-a a não vergar diante dos obstáculos.

“Os obstáculos vão sempre existir. Cabe a nós decidir se queremos ser jovens conformados, desapontados ou esperançosos e comprometidos com o futuro do nosso País”, defendeu Daúdo Vali.

Importa realçar que esta conferência pretendeu promover o diálogo entre vários stakeholders da sociedade moçambicana no intuito de por um lado, criar um ecosistema de empreendedores e Pequenas e Médias Empresas competitivas e inovadoras, e por outro lado incentivar os jovens moçambicanos a terem uma atitude empreendedora e de compromisso com o desenvolvimento económico-social de Moçambique, contribuindo igualmente para o atingir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas ONU.

 

Painel da Conferência A Ponte

Painel da Conferência A Ponte

 

Ragendra de Sousa vice ministro da Indústria e Comércio

Ragendra de Sousa vice ministro da Indústria e Comércio

 

Graça Machel patrona da iniciativa

Graça Machel patrona da iniciativa

 

Daúdo Vali representante da Global Shapers Maputo

Daúdo Vali representante da Global Shapers Maputo

 

Participantes da Conferência A Ponte 2

Participantes da Conferência A Ponte