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Recém-formados acham ser um “direito” as faltas sem justificação

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Os sindicatos dos trabalhadores, OTM-Central Sindical e a Consilmo, desafiaram ao Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC) a introduzir uma disciplina sobre a cultura de trabalho, porque alguns formandos quando empregues pensam que “faltar ao serviço sem justificação é um direito”.

 

A formação profissional deve ser entendida como aquela que num curto espaço de tempo permite a aquisição de conhecimentos, habilidades, atitudes e formas comportamentais necessárias para o exercício de uma profissão. Para aqueles que já estão no mercado de trabalho, ela permite a sua especialização para responder, tempestivamente, às dinâmicas e avanços tecnológicos no local de trabalho onde estão inseridos.

A ideia foi transmitida pela ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, quinta-feira última durante a abertura do ano da formação profissional que teve lugar na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado.

Segundo a governante, todo o sucesso, desenvolvimento e bem-estar social se cria a partir da cultura de trabalho, por isso, o trabalho é a face visível da distribuição da riqueza, razão pela qual, os centros de formação profissional do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social irão introduzir a disciplina de cultura de trabalho no seu curriculum.

“O mercado de trabalho está a cada dia mais exigente e apesar da situação de crise que se está a passar, apela-se aos jovens para uma melhor qualificação profissional com vista a enfrentar as exigências dos processos selectivos das empresas e os cursos profissionalizantes constituem uma óptima alternativa disponível para quem deseja investir, formar-se e qualificar-se” disse Vitória Diogo.

Por essa razão, o Governo está comprometido em assegurar cada vez mais a disponibilizar o acesso aos centros de formação profissional públicos.

Para o representante do Conselho Empresarial Provincial (CEP), Abdul Latifo, um dos objectivos da Política de Emprego aprovada pelo Governo moçambicano assenta na promoção e apoio de programas e iniciativas que contribuam para o aumento da produção, produtividade, competividade e do desenvolvimento do capital, aumentando a oferta e melhorando os programas de formação profissional, alinhando-os com as exigências do mercado de trabalho para permitir uma maior absorção da mão de obra local, particularmente a juventude.

“O sector privado entende que, para que tais objectivos sejam alcançados, é necessário adoptar iniciativas concretas direccionadas ao saber fazer, principalmente para os jovens, de modo a promover e impulsionar o desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas orientadas para a melhoria do ambiente de negócios” referiu Latifo.

O sector privado pensa que do Centro de Formação Profissional de Pemba, ligado ao Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC), sairão os técnicos do amanhã que, de forma directa ou indirecta, poderão impulsionar a actividade económica no País e, consequentemente, o desenvolvimento que todos almejam.

O Secretário Executivo Provincial da OTM em Cabo Delgado, André Manuel, desafiou ao Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC) a introduzir uma disciplina sobre cultura de trabalho, porque alguns formandos quando empregues pensam que faltar ao serviço sem justificação é um direito.

Segundo o sindicalista, pelo motivo acima referido, os jovens formados em vários centros de formação não se conseguem emprego, nem enveredar pelo empreendedorismo.

O IFPELAC possui 18 centros de formação em todo o País e já formou desde 2015, 395.821 pessoas, maioritariamente jovens. Deste total, a província de Cabo Delgado contribuiu com 9.870 formandos.

O evento serviu também de oportunidade para lançar os serviços dos estudos laborais, cujo enfoque está na realização de actividades de pesquisa e capacitação em matérias de administração do trabalho.

 

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