• pt
Painel principal da Conferência sobre Logística Integrada
Logística integrada: Standard Bank reforça soluções
03/10/2014
Tomada de posse do presidente do pelouro de Política Financeira
CTA: empossados novos líderes de pelouros sectoriais
09/10/2014

Reitor do Instituto Superior de Relações Internacionais: “Quem não vota corre o risco de ser governado por quem não quer ou não gosta”

Mesa que presidiu a palestra sob tema Direito de votar

A Universidade Politécnica organizou na última quarta-feira, 8 de Outubro, uma palestra subordinada ao tema “Direito de Votar”, com o objectivo de consciencializar os cidadãos da importância de participar na vida política, principalmente numa altura em que o País se prepara para ir às urnas no próximo dia 15, para eleger o Presidente da República, deputados da Assembleia da República e membros das Assembleias Provinciais.

A palestra teve como orador o reitor do Instituto Superior de Relaçõoes Internacionais, Patrício José, que na sua apresentação referiu que o acto de votar, para além de simbolizar a participação dos cidadãos na vida política, representa o exercício da soberania por parte do povo.

 

O voto, segundo Patrício José, é o mais alto estágio do exercício da soberania, pois contribui para a eleição dos representantes do Estado, serve para legitimar os governantes e exprime a maturidade política.

 

Por isso, na opinião do orador, “quem não vota está a desperdiçar uma oportunidade de defender o seu interesse e das pessoas que o rodeiam. Votar é um direito dos cidadãos consagrados na Constituição da República e ninguém pode ser cidadão e abdicar dos seus direitos”.

 

“Votar é um acto de governação e um termómetro da democracia”, considera Patrício José, que se mostrou preocupado com os altos índices de abstenções que têm caracterizado as eleições no País, desde a introdução do multipartidarismo, em 1994.

 

Para Patrício José, é importante que os cidadãos tenham a consciência de que a sua participação na democracia é importante e que votar é fazer uma opção política. “Quem não vota corre o risco de ser governado por quem não quer ou não gosta”.

 

Ainda sobre sobre as abstenções, Patrício José disse que a responsabilidade de mudar esta situação recai sobre os jovens, que constituem a maioria da população moçambicana.

 

“O jovens devem ter consciência de que o direito de votar foi conquistado com muito sacrifício. Não podem desperdiçá-lo. Igualmente, as mulheres são chamadas a dar a sua opinião sobre a vida política do País. Há que garantir a sua participação pois têm o direito de opinar sobre assuntos que lhes dizem respeito, sendo a política um deles”, explicou.

 

Por seu turno, o reitor da Universidade Politécnica, Lourenço de Rosário, considerou que, apesar de estarmos a poucos dias da realização das quintas eleições gerais, faltam debates sobre assuntos transversais às mesmas, daí a escolha do tema da palestra.

 

“Estamos num período muito importante para a cidadania e achamos que as universidades não devem ficar alheias a isso. Quando ligamos o televisor, rádio ou quando lemos o jornal, notamos que os protagonistas são os políticos. Faltam debates de ideias que estão por detrás disso”, concluiu.

 

 

 

Mesa que presidiu a palestra sob tema Direito de votar

Mesa que presidiu a palestra sob tema Direito de votar

 

Lourenço de Rosário - Reitor da Universidade Politécnica

Lourenço de Rosário – Reitor da Universidade Politécnica

 

Patrício José - Orador

Patrício José – Orador

 

Participantes na palestra sob tema Direito de votar

Participantes na palestra sob tema Direito de votar