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Sector privado reclama participação de Pequenas e Médias Empresas nos projectos de exploração de hidrocarbonetos

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A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) considera urgente a discussão e o estabelecimento de critérios de participação das Pequenas e Médias Empresas nos projectos de exploração de hidrocarbonetos, com destaque para o gás natural.
Esta preocupação deriva do facto de, apesar de o País já estar a preparar-se para a fase de produção deste recurso, o sector privado sentir-se marginalizado devido à ausência de critérios ou à imposição de requisitos difíceis de reunir por parte do empresariado nacional.
De acordo com Rogério Manuel, presidente da CTA, que falava quinta-feira, 28 de Janeiro, na cidade de Maputo, na abertura do “Seminário sobre as Oportunidades de Negócio na Bacia do Rovuma”, organizado pela CTA em parceria com a African Influence Exchange, é necessário que se olhe também para as Pequenas e Médias Empresas quando se fala da indústria extractiva no País, sem pôr de lado a questão do conteúdo local.
“A exploração efectiva destes recursos naturais oferece uma oportunidade ímpar de desenvolver o capital humano nacional, implantar projectos de infra-estrutura, incrementar a produtividade agrícola, acelerar o desenvolvimento rural e, sobretudo, das Pequenas e Médias Empresas”, considera Rogério Manuel.
No que diz respeito à questão do conteúdo local, o presidente da CTA apontou como um dos desafios “a necessidade de os recursos naturais serem transformados e utilizados localmente, com vista a acrescentar valor, assim como gerar renda e emprego para os cidadãos”.
Mas para tal, “é necessário que tenhamos um sector privado forte e que contribua com as suas actividades para o crescimento económico do País, potenciando cada vez mais o sector empresarial nacional, dando o seu potencial para a geração de emprego e renda para os moçambicanos”.
Nos últimos 10 anos, devido à descoberta de recursos naturais, Moçambique aprovou projectos orçados em cerca de 25 biliões de dólares norte-americanos, que resultou num crescimento económico médio de 7%, uma das maiores taxas entre os países não exportadores de petróleo.
Moçambique possui seis grandes bacias sedimentares, nomeadamente Rovuma, Moçambique, Lago Niassa, Maniamba, Médio Zambeze e Baixo Zambeze, sendo que as duas primeiras constituem as principais, quer em termos de volume de sedimentos acumulados, quer em termos de ocorrências de hidrocarbonetos.
Só na bacia do Rovuma, as reservas de gás estão actualmente na ordem dos 180Tpc (trilhões de pés cúbicos de gás), que colocam o nosso País na lista dos maiores produtores deste recurso no Mundo.

 

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Participantes no Fórum de Negócios para discutir Mecanismos de Exploração e Potencialidades Existentes na Bacia do Ruvuma

Participantes no Fórum de Negócios para discutir Mecanismos de Exploração e Potencialidades Existentes na Bacia do Ruvuma

 

Rogério Manuel presidente da CTARogério Manuel presidente da CTA