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Sondagem da Universidade Politécnica: “Frelimo sem a maioria absoluta no e segunda volta entre Nyusi e Simango”

apolitecnica

A Universidade Politécnica juntou, quinta-feira última, em Maputo, académicos, estudantes, políticos e público em geral, para debater a sondagem de opinião sobre as eleições presidenciais e legislativas, a terem lugar, no País, no dia 15 de Outubro de 2014, realizada por esta instituição privada de ensino superior, através da Unidade de Extensão e Cooperação Universitária (UECU).

O apuramento da percepção dos eleitores quanto à tendência de voto, realizado no período de 6 a 23 de Julho do corrente ano coloca, pela primeira vez desde 2004, a Frelimo sem a maioria absoluta no Parlamento e uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados, nomeadamente Filipe Jacinto Nyusi e Daviz Simango.

 

Para a elaboração do estudo foi usado o método de amostragem mista aleatória e não aleatória. A última amostragem foi usada para seleccionar os círculos eleitorais, enquanto a primeira serviu para seleccionar os indivíduos da população com capacidade eleitoral que fizeram parte da sondagem.

 

No debate com contou com um painel constituído pelo reitor da Universidade Politécnica, Lourenço do Rosário, o director de informação da Televisão Miramar, Rafael Shikane, o consultor editorial da MediaCoop, Marcelo Mosse, o director residente do EISA, Miguel de Brito, e o director executivo da Associação Sekelekane, Tomás Vieira Mário, foram levantadas várias questões, particularmente sobre o método e a metodologia usada na produção da sondagem.

 

“Foram utilizados os métodos científicos de apuramento de sondagens aplicados universalmente”, assegurou o reitor da Universidade Politécnica aos jornalistas, momentos após o debate.

 

A realização de sondagens eleitorais pela maior universidade privada do País, conforme explicou Lourenço do Rosário, “é um exercício que queremos consolidar na nossa instituição e, por outro lado, participar na consolidação da divergência de opiniões como uma consolidação da nossa democracia”.

 

“Isso é importante para nós, porque cultivamos esta questão da liberdade de expressão na nossa universidade”, enfatizou, acrescentando que “esta sondagem, especificamente, dadas as circunstâncias históricas em que ela foi feita demonstra que o povo ainda está interessado em continuar com os processos eleitorais, porque nós poderíamos ter encontrado uma resistência uma vez que estávamos em conflito político-militar, mas mesmo assim as pessoas responderam que iam votar e escolheram os seus candidatos e partidos”.

 

Importa referir que a pesquisa foi realizada com base nos critérios sexo, idade, local de habitação e foi constituída a partir de lugares específicos, nomeadamente mercados, algumas empresas ou instituições, universidades públicas e privadas, bairros mais populosos, paragens de transportes públicos de algumas províncias do País.

 

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