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Surgimento de projectos de exploração de recursos minerais, gás e petróleo: Transportes de carga longe de satisfazer a demanda

Mesa que presidiu o CEN

As empresas moçambicanas que se dedicam ao transporte de carga estão longe de satisfazer a procura, que tem vindo a aumentar nos últimos anos devido, essencialmente, ao surgimento de projectos de exploração de recursos minerais, gás e petróleo.

Este quadro deve-se a constrangimentos de vária ordem, com destaque para a fraca transitabilidade das vias, quadro regulamentar desajustado, fraca capacidade de reposição da frota, burocracia e onerosidade dos serviços portuários, assim como a existência de operadores informais.

Esta inquietação foi apresentada durante o III Conselho Empresarial Nacional, organizado pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que teve lugar na última quinta-feira, 31 de Julho, na cidade de Maputo, subordinado aos temas “Processo de Migração do Analógico para o Digital” e “Desafios para o Desenvolvimento dos Serviços de Transporte e Logística no Contexto da Emergência dos Recursos Minerais e Hidrocarbonetos”.

Segundo Rogério Manuel, presidente da CTA, o advento dos projectos de exploração de recursos minerais, gás e petróleo, impõe ao sector privado nacional, particularmente o da área de transporte de carga, novos desafios.

“Com a emergência e início da exploração dos recursos minerais e hidrocarbonetos no nosso País surgem igualmente grandes desafios no sector dos transportes e logística, o que requer uma nova visão estratégica para lidar com eles”, considerou.

Porém, de acordo com Rogério Manuel, estes desafios podem transformar-se em grandes oportunidades de investimento para o sector privado, sendo que a melhoria de políticas no sector dos transportes e comunicações, assim como no ambiente de negócios é um factor indispensável para o aproveitamento de tais oportunidades.

Algumas soluções a estes constrangimentos passam pelo levantamento da suspensão de importação de veículos com volante à esquerda, introdução de um mecanismo de financiamento concessional a longo prazo, assim como a redução dos custos de transacção.
Por seu turno, o ministro dos Transportes e Comunicações, Gabriel Muthisse, considerou legítima a preocupação da classe empresarial e referiu que o Governo está ciente do problema e que está a desenhar uma estratégia do sector dos transportes e comunicações.

 

Ainda no mesmo dia, foi lançado o estudo preliminar sobre o papel do Estado no ambiente de negócios e o seu impacto no desenvolvimento do sector privado em Moçambique, num seminário promovido, em Maputo, pela CTA.

Elaborado pela especialista em direito e consultoria internacional baseada em São Francisco, Estados Unidos da América, Elin Cohen, e pelo consultor da MB Consulting, Tomás Sulemane, especialista em gestão de finanças públicas, estudos socioeconómicos, formação e desenvolvimento de capacidades, o documento fornece uma ampla revisão e análise dos aspectos relacionados com o envolvimento do Estado nos negócios, entre outros aspectos.

 

Mesa que presidiu o CEN

Mesa que presidiu o CEN

 

Gabriel Muthisse Ministro dos Transportes e Comunicacoes

Gabriel Muthisse Ministro dos Transportes e Comunicacoes

 

Rogerio Manuel Presidente da CTA

Rogerio Manuel Presidente da CTA

 

Participantes

Participantes