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19/06/2026Standard Bank defende soluções financeiras adequadas para acelerar desenvolvimento do agronegócio

O Standard Bank considera que Moçambique reúne vantagens comparativas para acelerar o desenvolvimento do agronegócio, particularmente nas cadeias de valor das commodities de exportação, nos serviços tecnológicos aplicados à agricultura e na integração dos pequenos produtores, exigindo, contudo, soluções financeiras adequadas que permitam transformar estas oportunidades em investimentos sustentáveis.
Para o Banco, apesar dos desafios que ainda caracterizam o sector, o agronegócio continua a assumir-se como um dos principais motores de crescimento económico, com potencial para impulsionar a produção, a criação de renda e emprego, e o fortalecimento das exportações.
Segundo o especialista do sector de Agronegócios do Standard Bank, Miguel Correia, os mercados nacional, regional e internacional continuam a oferecer espaço para a expansão da produção agrária moçambicana, sobretudo em segmentos com elevada procura.
“Uma grande oportunidade que considero existir no mercado moçambicano está associada às cadeias de valor das commodities de exportação. Tanto as culturas perenes como as culturas sazonais apresentam perspectivas muito positivas para o mercado global”, sublinhou.
A modernização da actividade agrícola constitui, igualmente, um factor determinante para o aumento da competitividade do sector, num contexto em que a produtividade continua a representar um dos seus principais desafios.
Neste âmbito, Miguel Correia destacou o papel crescente da tecnologia na optimização dos processos produtivos, na redução dos custos operacionais, e na redução de danos ambientais. “Estamos a assistir, cada vez mais, à utilização de tecnologias como o uso de drones na agricultura. Face ao aumento dos custos operacionais, este tipo de soluções pode gerar ganhos significativos de eficiência e permitir melhores resultados a custos mais reduzidos”.
O especialista do sector de Agronegócios do Standard Bank apontou ainda para a importância do fortalecimento das ligações entre investidores e pequenos produtores, defendendo uma abordagem mais inclusiva no desenvolvimento das cadeias de valor agrárias.
Conforme explicou, a integração dos pequenos agricultores pode contribuir para acelerar a implementação dos projectos, ampliar o seu impacto económico e social, a ajudar a atrair mais capital, bem como reforçar a sustentabilidade do sector.
Relativamente às condições necessárias para a concretização destas oportunidades, Miguel Correia defendeu a adopção de soluções financeiras estruturadas em função das características e necessidades específicas de cada investimento.
“O ideal é ter a estrutura de capital adequada para cada investimento. Precisamos de olhar para cada projecto de forma particular e encontrar a combinação mais apropriada entre o capital e a dívida para garantir a sua viabilidade”, frisou.
O especialista do sector de Agronegócios do Standard Bank falava durante a segunda edição do Fórum de Negócios Moçambique-União Europeia, que decorreu, recentemente, na cidade de Maputo, onde integrou o painel subordinado ao tema ” Experiências e Oportunidades de Negócio no Sector de Agronegócio”.
Na ocasião, destacou ainda a relevância dos mecanismos de mitigação de risco para a expansão do crédito ao sector agrícola, sobretudo junto das micro, pequenas e médias empresas, tradicionalmente mais expostas às limitações de acesso ao financiamento.

Fórum de Negócios Moçambique União Europeia

Miguel Correia, especialista do sector de Agronegócios do Standard Bank



