Visita do Presidente da República, Daniel Chapo, ao stand do Standard Bank (1)

61.ª edição da FACIM: Standard Bank reforça apoio à inclusão financeira, empreendedorismo e sectores estratégicos do País

10/09/2026
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10/09/2026
Universidade Politécnica promove debate sobre inovação e sustentabilidade na Engenharia
Presidium 1

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A Universidade Politécnica promoveu, quarta-feira, 9 de Setembro, no Campus de Maputo, uma mesa-redonda com o objectivo de reflectir sobre os desafios que se colocam à engenharia em Moçambique, particularmente nos domínios das infra-estruturas, energia, ambiente, indústria e transformação tecnológica, e sobre a forma de os converter em oportunidades para a concepção de soluções inovadoras e sustentáveis, capazes de contribuir para o desenvolvimento socioeconómico do País.

Subordinado ao lema “Inovação e Sustentabilidade na Engenharia em Moçambique – Desafios e Oportunidades para o Desenvolvimento Socioeconómico Nacional”, o encontro analisou o papel da engenharia na procura de respostas para as necessidades do País, bem como a importância de se desenvolverem soluções ajustadas à realidade moçambicana.

A sessão reuniu académicos, especialistas, profissionais e estudantes da área, que partilharam perspectivas sobre inovação tecnológica, sustentabilidade, formação de engenheiros e a necessidade de uma maior aproximação entre a academia, o sector produtivo e a sociedade.

Conforme explicou a directora de Bibliotecas, Documentação e Publicação da Universidade Politécnica, Maria Verónica Nhamona Sitoe, a realização da mesa-redonda partiu da necessidade de criar um espaço de diálogo e partilha de conhecimento sobre matérias consideradas determinantes para o desenvolvimento do País.

O encontro procurou igualmente incentivar estudantes e jovens profissionais de engenharia a encararem os desafios nacionais como oportunidades para pensar e desenvolver respostas inovadoras e sustentáveis.

“Pretendemos criar, conjuntamente, um espaço de reflexão, diálogo e partilha de conhecimento em torno de uma questão que consideramos fundamental para o desenvolvimento do nosso País, que é a inovação e a sustentabilidade na engenharia e o seu contributo para o desenvolvimento socioeconómico nacional. Queremos colocar a informação científica e o conhecimento ao serviço da reflexão sobre os desafios de Moçambique”, afirmou Maria Verónica Nhamona Sitoe.

Durante a mesa-redonda, os intervenientes analisaram o contributo que a engenharia pode dar na procura de respostas para alguns dos principais desafios nacionais, com incidência nas áreas de infra-estruturas, energia, ambiente, indústria e transformação tecnológica.

Na ocasião, a engenheira Velmide Fumbuja, cuja intervenção incidiu sobre o sector energético, apontou a localização de Moçambique e a sua ligação com os países da região como factores que podem favorecer a compra, venda e integração de energia no mercado regional.

“O País apresenta igualmente condições para explorar diferentes fontes de produção, com destaque para energia hídrica, solar, biomassa e gás, o que representa uma oportunidade para aumentar a capacidade de geração e responder às necessidades do processo de industrialização. Entretanto, um dos principais constrangimentos continua a ser a dependência externa na aquisição de equipamentos e tecnologias utilizados na construção de centrais e infra-estruturas energéticas”, disse.

Por sua vez, o ambientalista Carlos Serra, que também integrou o painel, alertou para os desafios que as mudanças climáticas colocam à engenharia, numa altura em que os fenómenos extremos se tornam mais frequentes, intensos e destrutivos. Neste contexto, chamou à atenção para a necessidade de se reflectir sobre a capacidade das infra-estruturas construídas no País de resistirem às novas condições climáticas.

Para o ambientalista, a procura de respostas para estes desafios deve começar também no meio académico, onde a investigação pode assumir um papel relevante na produção de conhecimento e de soluções aplicáveis à realidade nacional.

“Os nossos trabalhos, as nossas monografias, devem trazer também inovação. Devem trazer, de facto, engenho. A engenharia não é um fim. É uma ferramenta, é um meio”, concluiu.

 

Velmide Fumbuja, painelista (1)

Velmide Fumbuja, painelista

Prof. Doutor Felismino Tocoli, decano do Campus de Maputo

Prof. Doutor Felismino Tocoli, decano do Campus de Maputo

 

 

 

 

 

 

 

Carlos Serra, ambientalista (1)

Carlos Serra, ambientalista

Maria Verónica Nhamona Sitoe, directora das Bibliotecas

Maria Verónica Nhamona Sitoe, directora das Bibliotecas

 

 

 

 

 

 

 

Participantes (4) (4)

Participantes

Foto de família (11)

Foto de família