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Standard Bank e Câmara de Petróleo e Gás de Moçambique unem esforços para impulsionar participação das PME no sector energético

02/11/2026
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Casos de fraude nas telecomunicações reduzem, mas mecanismos de burla tornam-se mais sofisticados

Helena Fernandes, presidente do Conselho de Administração do INCM (1)

Helena Fernandes, presidente do Conselho de Administração do INCM (1)

Moçambique registou uma redução significativa dos casos de fraude no sector das telecomunicações em 2025. Contudo, o surgimento de novos esquemas e a sofisticação das práticas de burla reforçam a necessidade de melhorar os mecanismos de prevenção e resposta.

O número de casos de fraude no sector das telecomunicações em Moçambique registou uma redução de aproximadamente 64% em 2025, passando para 195.045 ocorrências, em comparação com o ano anterior. Apesar desta evolução positiva, o Relatório de Segurança e Resiliência das Telecomunicações 2025 identifica a persistência e a crescente sofisticação dos mecanismos de burla como desafios à segurança das redes e à protecção dos consumidores.

O documento, apresentado nesta terça-feira, 3 de Novembro, na cidade de Maputo, pelo Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) aos operadores do sector, avalia a segurança e a capacidade de resposta perante fraudes, ameaças, falhas técnicas e outros incidentes nos serviços de telefonia móvel, Internet, e radiodifusão televisiva.

O impacto financeiro consolidado dos incidentes reportados está estimado em 128,31 milhões de meticais, demonstrando que a redução do número de ocorrências não elimina os riscos associados às práticas fraudulentas nem a necessidade de reforçar os mecanismos de protecção.

Entre as modalidades de fraude mais frequentes identificadas no sector destacam-se a Wangiri, que consiste na realização de chamadas curtas para induzir os destinatários a devolver a chamada, geralmente para números internacionais ou de valor acrescentado; a SIMBOX, associada ao encaminhamento irregular de chamadas internacionais; e o SMS Phishing, que recorre ao envio de mensagens falsas para obter dados pessoais, bancários ou códigos de acesso.

A Presidente do Conselho de Administração (PCA) do INCM, Helena Fernandes, considerou que a redução das ocorrências constitui um sinal positivo, mas advertiu que a evolução das modalidades de fraude exige uma resposta contínua e coordenada.

“Embora a redução registada constitua um sinal positivo, importa reconhecer que estas e outras modalidades de fraude continuam a representar um desafio significativo para a segurança do sector e para a protecção dos consumidores. Isso exige que continuemos atentos e a modernizar os nossos sistemas de prevenção, detecção e controlo”, afirmou.

O relatório identifica igualmente os impactos de fenómenos climáticos extremos sobre as infra-estruturas de telecomunicações. Os ciclones Dikeledi e Jude provocaram a inoperacionalidade de 174 estações, evidenciando a necessidade de reforçar a segurança das infra-estruturas, a redundância dos sistemas e a continuidade dos serviços perante falhas e eventos climáticos.

 

Registo de subscritores contribui para redução das fraudes, mas novos esquemas persistem

Por seu turno, o chefe do Departamento de Segurança de Redes de Telecomunicações e Registo de Subscritores do INCM, Osvaldo Cossa, apontou o processo de registo de subscritores, lançado pelo regulador em Maio de 2025, como um dos factores que contribuíram para a redução das ocorrências, sobretudo das fraudes associadas ao envio de mensagens de telemóvel.

Segundo o responsável, o processo permite reforçar o controlo e a identificação dos utilizadores dos serviços de telecomunicações, contribuindo para prevenir práticas fraudulentas.

Contudo, persistem novos esquemas que recorrem ao roubo de identidade, à utilização de identificações falsas e ao envio de mensagens fraudulentas em nome de instituições legítimas.

Nestes casos, os burladores fazem-se passar por prestadores de serviços financeiros móveis, procurando obter dados ou induzir os utilizadores a realizar operações. Estas práticas reforçam a necessidade de maior vigilância e sensibilização dos consumidores.

Os actos de vandalismo e sabotagem de infra-estruturas de telecomunicações constituem outro desafio identificado no relatório. De acordo com Osvaldo Cossa, estas ocorrências provocaram prejuízos estimados em cerca de 12 milhões de dólares norte-americanos em 2025, com consequências para a segurança e a resiliência das redes.

 

Relatório recomenda reforço da prevenção e da resposta a incidentes

O relatório apresenta ainda um conjunto de recomendações para reforçar a segurança e a resiliência do sector das telecomunicações, destacando a necessidade de se intensificar o combate à fraude, nomeadamente sobre práticas como Phishing, Wangiri e SIMBOX, bem como a necessidade de protecção da identidade digital. Defende, igualmente, o fortalecimento da segurança das infra-estruturas críticas, assegurando a continuidade dos serviços perante falhas técnicas e eventos climáticos adversos.

O documento recomenda, ainda, a harmonização dos procedimentos de reporte de incidentes e o reforço da partilha de informações sobre ameaças e vulnerabilidades entre os operadores, o INCM, a UCTT e outras entidades competentes, incluindo a necessidade de melhorar as capacidades de detecção, prevenção e resposta a incidentes cibernéticos, bem como de promover a capacitação dos profissionais e a literacia digital dos consumidores.

Por último, propõe uma supervisão baseada no risco, priorizando infra-estruturas essenciais, operadores e zonas mais expostas a ameaças, visando garantir maior segurança e continuidade dos serviços.

 

Helena Fernandes, presidente do Conselho de Administração do INCM (1)

Helena Fernandes, presidente do Conselho de Administração do INCM

Osvaldo Cossa, chefe do Departamento de Segurança de Redes de Telecomunicações e Registo de Subscritores do INCM (2)

Osvaldo Cossa, chefe do Departamento de Segurança de Redes de Telecomunicações e Registo de Subscritores do INCM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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