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04/11/2026
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Antigo ministro da Saúde Alexandre Manguele defende diagnóstico precoce do cancro da mama

Alexandre Manguele, orador

Alexandre Manguele, orador

O médico, antigo ministro da Saúde, Alexandre Manguele, defendeu, recentemente, o reforço da sensibilização da população e do acesso ao diagnóstico precoce do cancro da mama, considerando que a identificação atempada da doença é fundamental para aumentar as possibilidades de tratamento bem-sucedido e reduzir a mortalidade.

A posição foi manifestada durante uma conferência integrada nas Jornadas Científicas Estudantis da Universidade Politécnica, no âmbito das celebrações do Outubro Rosa. Na ocasião, Alexandre Manguele, que já desempenhou, também, a função de director-geral do Instituto Superior de Ciências de Saúde (ISCISA), alertou para a necessidade de combater o desconhecimento, o medo e o estigma associados à doença, factores que, segundo explicou, contribuem para a procura tardia dos serviços de saúde e dificultam o acesso ao tratamento adequado.

“Quanto mais cedo se detectar o cancro da mama e se iniciar o tratamento, maiores são as possibilidades de cura. Quando a doença é identificada numa fase inicial, as probabilidades de sucesso do tratamento são muito superiores”, explicou o médico.

O especialista esclareceu ainda que, embora o cancro da mama afecte predominantemente as mulheres, também pode ocorrer nos homens, pelo que a informação sobre os factores de risco e o reconhecimento dos sinais de alerta devem abranger toda a população.

Entre os principais desafios à prevenção e ao controlo da doença, Alexandre Manguele apontou a insuficiência de informação, as dificuldades de acesso aos serviços especializados e as limitações dos mecanismos de rastreio e diagnóstico, tendo, neste contexto, defendido o reforço da educação para a saúde, a formação dos profissionais e a criação de condições que permitam encaminhar rapidamente os casos suspeitos para avaliação e tratamento.

O antigo ministro da Saúde sublinhou, igualmente, a importância de uma resposta articulada entre a sensibilização da população e o funcionamento dos serviços de saúde, de modo a favorecer a identificação atempada da doença e o acesso aos cuidados necessários.

Na vertente académica, chamou a atenção para o papel das instituições de ensino superior na investigação científica e na produção de conhecimentos que ajudem a encontrar respostas para os desafios da saúde pública.

A conferência marcou o encerramento das Jornadas Científicas Estudantis, que decorreram de 26 a 30 de Outubro, sob o lema “A Politécnica em Rede: Investigar, Partilhar, Transformar”, cuja sessão foi dirigida pelo reitor da Universidade Politécnica, Augusto Jone Luís.

Na ocasião, o reitor apelou a uma maior participação de estudantes e docentes na produção científica, incentivando a transformação dos resultados das investigações em artigos para publicação nas revistas da instituição.

“Damos particular importância à pesquisa e queremos que os trabalhos desenvolvidos pelos nossos estudantes e docentes sejam transformados em artigos científicos e publicados nas revistas da Universidade”, afirmou.

Para Augusto Jone Luís, as jornadas constituem igualmente um espaço de valorização do conhecimento e de incentivo à investigação, permitindo aos estudantes partilhar os resultados dos seus trabalhos e desenvolver competências para a actividade científica.

A iniciativa reuniu a comunidade académica das delegações de Maputo, Nampula, Quelimane, Tete e Nacala, bem como do Centro de Educação Aberta e à Distância (CEAD) e da Escola de Pós-Graduação (EPG), através de actividades presenciais e virtuais.

Ao longo dos cinco dias, o programa contemplou reflexões sobre transformação digital, sustentabilidade, saúde e bem-estar, inovação, empreendedorismo, empregabilidade, ética e responsabilidade social, relacionando estas matérias com os desafios actuais da sociedade.

Entre as apresentações, uma conferência orientada pelo técnico de primeiros socorros Simão Magaia abordou a utilização de um aplicativo da Cruz Vermelha para apoiar a resposta a situações de Acidente Vascular Cerebral (AVC). A sessão incidiu sobre o reconhecimento dos sinais de alerta e os procedimentos a adoptar perante esta emergência médica, evidenciando o contributo das ferramentas digitais para a educação em saúde.

Através desta iniciativa, a Universidade Politécnica procura fortalecer a articulação entre o ensino e a investigação científica, promover a partilha de experiências entre as suas diferentes delegações e incentivar a comunidade académica a produzir conhecimentos e soluções capazes de responder aos desafios da sociedade moçambicana.

 

Alexandre Manguele, orador

Alexandre Manguele, orador

Augusto Jone Luís, reitor da Universidade Politécnica (2)

Augusto Jone Luís, reitor da Universidade Politécnica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Momento cultural (1)

Momento cultural

Participantes 2 (3)

Participantes