Alexandre Manguele, orador

Antigo ministro da Saúde Alexandre Manguele defende diagnóstico precoce do cancro da mama

04/11/2026
Alexandre Manguele, orador

Antigo ministro da Saúde Alexandre Manguele defende diagnóstico precoce do cancro da mama

04/11/2026

Economic Briefing: Standard Bank antevê ajustamento macroeconómico em Moçambique em 2027

Painel (4)

Painel (4)

O Standard Bank considera que 2027 poderá ser um ano de ajustamento macroeconómico em Moçambique, num contexto de pressões fiscais, desequilíbrios no mercado cambial e recuperação lenta da actividade económica.

Segundo uma análise apresentada pelo seu economista-chefe, Fáusio Mussá, a consolidação fiscal e as reformas estruturais serão necessárias para restaurar a estabilidade macroeconómica e criar condições para um crescimento mais sustentável e inclusivo, independentemente da existência de um programa de financiamento com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Estas perspectivas foram apresentadas na quinta-feira, 5 de Novembro de 2026, em Maputo, durante a 23.ª edição do Economic Briefing do Standard Bank, um espaço de análise e diálogo que apoia clientes, parceiros e a sociedade em geral na tomada de decisões.

“Com ou sem um programa de financiamento com o Fundo Monetário Internacional, um ajustamento macroeconómico é inevitável”, disse o economista-chefe do Standard Bank, que identificou as pressões sobre a dívida pública como um dos principais desafios à estabilidade económica do País. No relatório publicado em Fevereiro de 2026, o FMI avaliou a dívida pública como insustentável no quadro das políticas então vigentes.

Segundo Fáusio Mussá, os progressos na consolidação fiscal serão importantes para melhorar as condições de financiamento do Estado. O economista defendeu, igualmente, uma maior flexibilidade cambial face aos constrangimentos associados à escassez de divisas e às suas implicações para a actividade económica e o investimento fora do sector dos recursos naturais.

De acordo com as projecções do Banco, a economia moçambicana deverá manter uma recuperação lenta em 2027, com um crescimento em torno dos 2,3%, inferior à expansão populacional, estimada em 2,7%, o que se revela insuficiente para produzir efeitos significativos na geração de emprego e na redução da pobreza.

Relativamente às perspectivas de médio prazo, Fáusio Mussá considerou que o avanço dos projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Bacia do Rovuma poderá impulsionar o crescimento económico para taxas de dois dígitos a partir do último trimestre de 2028.

Contudo, esta expansão não deverá traduzir-se imediatamente num aumento substancial das receitas do Estado nem na criação de postos de trabalho, pelo que serão necessárias reformas estruturais que promovam a diversificação económica e um crescimento mais inclusivo. “As sementes para esse crescimento mais inclusivo ainda precisam de ser lançadas. Pode ser que no próximo ano haja reformas nessa direcção”.

No plano internacional, o Standard Bank prevê que as tensões geopolíticas e os conflitos continuem a caracterizar a economia mundial, a curto prazo, sobretudo no Médio Oriente, o que poderá traduzir-se na manutenção da pressão sobre a oferta e os preços dos combustíveis e fertilizantes, bem como sobre os preços dos alimentos e a inflação. Apesar destes constrangimentos, o crescimento económico global deverá manter-se resiliente, situando-se entre 3% e 3,4%, embora persistam riscos de desaceleração.

Na ocasião, o administrador-delegado interino do Standard Bank, Agnaldo Mavera, sublinhou a importância da cooperação entre os diferentes intervenientes económicos para enfrentar os desafios do País, tendo apontado o diálogo como uma ferramenta essencial para a identificação de soluções e oportunidades de desenvolvimento.

“Da nossa parte, queremos participar neste diálogo com sentido de responsabilidade e foco em soluções. É esse o propósito deste Economic Briefing: ajudar-nos a compreender melhor os riscos, identificar oportunidades e tomar decisões mais informadas”, afirmou.

Agnaldo Mavera acrescentou que o papel do Standard Bank vai além da oferta de produtos e serviços bancários, passando pela partilha de conhecimento, pela compreensão dos desafios dos clientes e pelo apoio às suas decisões de investimento e crescimento.

Sob o tema “Moçambique num Ponto de Inflexão: Reformas, Estabilidade Macroeconómica e Condições para o Crescimento”, o encontro incluiu um painel com Alfredo Mutombene, director nacional de Análises Fiscais e Financeiras do Ministério das Finanças e  Olamide Harrison, representante residente do FMI em Moçambique. O debate abordou a reforma fiscal, a sustentabilidade das finanças públicas e as condições para um novo ciclo de investimento.

O encontro reuniu clientes, parceiros do Standard Bank, representantes do Governo, do corpo diplomático e de associações empresariais.

Painel (4)

Painel

Fáusio Mussá, economista chefe do Standard Bank (2) (1)

Fáusio Mussá, economista chefe do Standard Bank

 

 

 

 

 

 

 

 

Agnaldo Mavera, administrador delegado interino do Standard Bank(2)

Agnaldo Mavera, administrador delegado interino do Standard Bank

Participantes (1) (6)

Participantes