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22/09/2026Universidade Politécnica acolhe segunda fase da capacitação sobre garantia interna da qualidade no ensino superior

A Universidade Politécnica acolheu, recentemente, o Segundo Workshop de Capacitação em Garantia Interna da Qualidade para Instituições de Ensino Superior (IES) em Moçambique, uma iniciativa que dá continuidade ao trabalho desenvolvido na primeira fase, promovendo a reflexão sobre as experiências de implementação, a partilha de aprendizagens e o reforço da capacidade das instituições participantes para consolidar práticas sustentáveis de garantia interna da qualidade.
Sob o lema “Da Planificação à Implementação: Aprender, Melhorar e Sustentar a Qualidade”, o encontro deu continuidade ao processo iniciado no primeiro workshop, realizado em Maio último, centrando-se na passagem dos planos à prática, na reflexão sobre os desafios encontrados durante a implementação e na identificação de caminhos para melhorar, consolidar e sustentar as mudanças nas instituições.
Trata-se de um projecto de capacitação destinado a reforçar as competências de profissionais de IES em Moçambique na concepção, implementação e consolidação de Sistemas Internos de Garantia da Qualidade.
A iniciativa enquadra-se na National Multiplication Trainings (NMT), no âmbito do programa Dialogue on Innovative Higher Education Strategies (DIES), promovido pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Académico (DAAD), em parceria com a Universidade de Potsdam, da Alemanha. O projecto é financiado pelo programa DIES, com fundos do Ministério Federal da Cooperação Económica e do Desenvolvimento da Alemanha (BMZ).
A Universidade Politécnica acolhe institucionalmente a iniciativa, que se afirma como um espaço de construção colectiva, aprendizagem e partilha de experiências entre profissionais de diferentes instituições de ensino superior, com vista ao fortalecimento da garantia interna da qualidade no ensino superior moçambicano.
Na sua intervenção, a Vice-Reitora Académica da Universidade Politécnica, Prof.ª Doutora Marisa Mendonça, sublinhou que esta etapa permite às instituições olhar para o percurso realizado, aprender com as experiências de implementação e identificar formas de aperfeiçoar e sustentar os resultados alcançados.
“Chegámos agora a uma etapa particularmente importante, a de olhar para o que foi planificado, analisar o que conseguimos implementar, aprender com as experiências vividas e identificar como podemos melhorar e sustentar os resultados alcançados.”
A Vice-Reitora salientou ainda que a garantia interna da qualidade deve constituir uma responsabilidade permanente das instituições e integrar a sua cultura e o seu modo de funcionamento. Destacou, igualmente, a importância de transformar conhecimentos em práticas e de assegurar que as melhorias alcançadas não sejam pontuais, mas se consolidem de forma sustentável.
Segundo Marisa Mendonça, a capacitação representa, assim, uma oportunidade para avançar “da reflexão à acção, da planificação à implementação e da melhoria pontual à construção de uma cultura sustentável de qualidade”.
Por sua vez, Jorge Fringe, director da Direcção de Promoção do Sistema Nacional de Avaliação, Acreditação e Garantia da Qualidade do Ensino Superior (SINAQES), no CNAQ, que proferiu a palestra de abertura do evento, destacou a importância de utilizar os resultados da auto-avaliação como base para a definição e implementação de acções de melhoria.
Segundo o palestrante, a auto-avaliação permite às instituições identificar os aspectos em que apresentam um desempenho satisfatório e aqueles que requerem intervenção, criando uma base para definir os objectivos de melhoria a alcançar.
“Quando fazemos a auto-avaliação, queremos identificar onde estamos bem e onde não estamos a ter o desempenho desejável, para depois definirmos onde pretendemos chegar”, salientou.
Jorge Fringe destacou, neste contexto, a importância do plano de melhorias como instrumento para transformar os resultados da auto-avaliação em acções concretas, sublinhando a necessidade de assegurar a sua integração nos processos regulares de planeamento e tomada de decisão das instituições.
O representante do CNAQ defendeu ainda uma evolução de uma abordagem centrada essencialmente no cumprimento de requisitos para uma perspectiva orientada para a melhoria contínua, envolvendo toda a comunidade académica – dirigentes, docentes, pessoal técnico-administrativo e estudantes – na construção da qualidade institucional.
Durante a apresentação da síntese das aprendizagens do evento, uma das facilitadoras da capacitação, Nilsa Cherinda, destacou a importância de utilizar evidências para compreender os resultados dos processos institucionais, identificar as causas de eventuais insucessos e fundamentar a tomada de decisões.
Para a facilitadora, a conformidade com os requisitos constitui uma base necessária, mas não esgota o conceito de cultura de qualidade. Esta pressupõe aprendizagem contínua, acompanhamento dos resultados e capacidade de introduzir mudanças e melhorias de forma sistemática.
“Precisamos de estar em conformidade, sim, mas a cultura de qualidade, na verdade, é a melhoria dia após dia. A conformidade estabelece-nos uma base, mas uma cultura de qualidade é aquela que procura aprender com os resultados e melhorar de forma contínua”, afirmou Nilsa Cherinda.

Marisa Mendonça, vice reitora Académica da Universidade Politécnica

Jorge Fringe, director da Direcção de Promoção do SINAQES

Nilza Cherinda, facilitadora

Presidium

Participantes

Foto de família



